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Secretarias de Saúde reforçam importância do pré-natal

Secretarias de Saúde reforçam importância do pré-natal

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontam que a maioria das mulheres sergipanas faz o mínimo recomendado de consultas e menos da metade, a quantidade ideal. Na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade assistencial especializada em partos de alto-risco, apenas 80% das mulheres sergipanas realizam mais de quatro consultas do pré-natal durante a gravidez e menos de 50% realizam sete ou mais consultas. Em torno de 60% iniciam o pré-natal no primeiro trimestre da gravidez. “A pré-maturidade é a principal causa de morte neonatal. Os exames do pré-natal são importantes para rastrear os problemas mais comuns durante a gravidez, como diabetes e infecção urinária. Também são fundamentais para detectar os problemas que apresentam repercussões trágicas para a mãe ou o feto, por exemplo, o HIV, incompatibilidade Rh, Sífilis, entre outros”, explicou o médico de referência técnica para a saúde da mulher da SES, André Baião. A Sífilis e a AIDS também são motivos de grande preocupação para a Secretaria. A Sífilis em gestantes já registrou 310 notificações e a Sífilis Congênita – doença que o bebê adquire da mãe durante a gravidez - chegou a 339 casos somente em 2012. Já a AIDS em crianças, também passada da mãe para o filho, chegou a ter 91 casos registrados e 21 óbitos em 2012. “Além de fazer corretamente o pré-natal, as gestantes devem usar camisinha nas relações sexuais durante a gravidez, mesmo que ela seja casada”, alerta o médico Almir Santana, gerente do Programa Estadual de DST/AIDS.  Na mulher, a gravidez pode ser classificada como baixo risco, risco habitual ou de alto risco. A avaliação deve ser feita pelo médico da Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próximo da residência da gestante. Na UBS, ela é acolhida, cadastrada e avaliada para classificação de gestação. “Se a gestação for de alto-risco, ela seguirá o tratamento em uma unidade, como a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes. Caso seja de baixo risco, ela seguirá para uma das maternidades da rede hospitalar estadual”, explica Baião.

Aumento de cesáreas – A pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, intitulada “Nascer Brasil: Inquérito sobre Partos e Nascimentos”, aponta que as cesarianas chegam a 52% entre as brasileiras, mesmo com toda campanha do Governo Federal em preconizar o parto normal. Um dos problemas observados pelo Governo sobre o aumento de cesáreas é a falta de conexão entre o serviço de pré-natal com o hospital onde as pacientes realizam o parto. Para tentar fazer essa conexão, foi criada a Rede Cegonha com a meta de garantir essa vinculação entre gestante e maternidade até o dia do parto. Ainda segundo a pesquisa, muitas brasileiras preferem parto cesáreo por conta do medo de sentir dor, por querer ligar as trompas ou por influência de seus médicos. Em Sergipe, dados divulgados ela Maternidade Nossa Senhora de Lourdes apontam que do total de 4.441 partos realizados pela unidade de saúde, 2302 são cesáreas. De acordo com a coordenadora da obstetrícia, Alba Patrícia, o desafio para 2013 é aumentar ainda mais o índice de partos naturais. "Ao longo dos últimos meses, somamos vários esforços com o objetivo de qualificar a assistência obstétrica através de cursos e capacitações com a presença de instrutores do ALSO (Advanced Life Suport in Obstetrics/Brasil), que fizeram demonstrações da técnica do parto a fórceps e vácuo de alívio. Precisamos estar sempre conectados com as transformações para oferecer o melhor acolhimento às gestantes que chegam aqui", explicou Alba.

(Jornal da Cidade, p. Cidades B2 – 26/01; Jornal do Dia, p. Cidades 9 – 27e 28/01)


 

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